segunda-feira, 16 de março de 2020

Pedido de Explicações ao Prefeito Municipal.

Ficamos todos constrangidos ao ver a premiadíssima Banda Municipal passar o chapéu na feira livre de domingo pra obter fundos para sua manutenção.

A apresentação da Banda em locais públicos sempre encheu nossa cidade de orgulho. Deveria voltar a ser a atração dos tempos das retretas musicais na Praça da Matriz.

Porém, se apresentar em locais públicos, como na Feira Livre para pedir dinheiro para sua manutenção nos entristece. Ainda mais sabendo que o orçamento dedicado a Turismo e Cultura beira os 14 milhões de Reais.  

Impossível não pedir explicações ao Prefeito sobre o abandono de instrumentos no depósito da prefeitura (o mesmo depósito das cadeiras de rodas abandonadas). 

Instrumentos que parecem ser de marca ao menos razoável. O sax-tenor tem cara de que foi desmontado pra sapatilhar mas abandonaram sem concluir a reforma. 

Ao lado das tubas, um sax-barítono que pode ser muito bom. Tem uma marca brasileira antiga que tem bons instrumentos (Galasso). 

Os bocais são de fácil manutenção e não justificam o sucateamento destes instrumentos. 

Três ou quatro "Chiquinhas" completam o cenário de descaso.

A Banda Municipal foi criada através da Lei nº50/1961,de 11 de Setembro de 1961 antes de ser sucateada, foi 9 vezes campeã brasileira e 8 vezes campeã paulista. Conforme destaca o site Guia do Litoral, as apresentações eram consideradas atração turística, no Município. 

Agora,literalmente,  está tocando na xepa da feira livre em busca de ajuda financeira. Esta é mais uma “explicação” que o Prefeito deve à cidade 

Enquanto o Gestor Municipal busca explicações, seus Diretores muito bem remunerados, poderiam inscrever nossa Banda Municipal no edital para receber instrumentos musicais para bandas. 

Prefeituras que têm bandas municipais podem participar de edital do Prêmio Funarte de Apoio a Bandas de Música 2020 lançado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte). 

Neste edital serão distribuídos 790 instrumentos de sopro para 158 conjuntos musicais a fim de garantir a ampliação ou reposição instrumental desses grupos. 

A campeoníssima Banda Musical de Peruíbe está, literalmente, tocando na xepa da feira livre em busca de ajuda financeira. Esta é mais uma “explicação” que o Prefeito deve à cidade

quinta-feira, 5 de março de 2020

Não basta rezar.

Todos sabemos o que aconteceu na Serra do Guaraú. A omissão, durante 4  anos, dos órgãos públicos colocou milhares de vidas em risco. 

Prejudicou o comércio local, criou uma situação de pânico entre moradores e turistas que não sabem se poderão retornar a suas casas ou trabalho. E o que fazer depois que o fato foi consumado? "Trabalhar". 

Não basta postar nas redes sociais. tem que fazer o que é necessário para que o problema não se eternize. 

Choveu e vai chover, cada vez mais.

Diante das alterações do clima o regime de chuva está, a cada dia, mais alterado. apesar do sistema de previsão meteorológico ter evoluído, nossos Prefeitos estão piorando no trato da coisa pública.

Após a grande tragédia, a Serra do Guaraú requer pequenos cuidados.

A limpeza de drenos entupidos por folhas e galhos. O desvio de águas que infiltram sob o asfalto, a identificação de nascentes e sua canalização em direção aos drenos. Estas são pequenas ações que deveriam ser feitas.





sábado, 22 de fevereiro de 2020

Administrar uma cidade exige seriedade e eficiência


A cidade de Peruíbe parece estar entregue a aventureiros e loteadores, desde Pero Correia. 

É inconcebível a falta de compromisso com a cidade e com os cidadãos. Nesta sexta-feira me deparei com mais uma cena absurda. 

A Prefeitura tem uma empresa contratada por mais de 6 MILHÕES para cortar grama, podar árvores e varrer ruas...
Pra justificar esta fortuna jogada fora, a empresa chega ao cúmulo de cortar grama no Guaraú e "viajar" 16 km até ao lixão do Jardim Márcia para jogar a grama no lixo.


Administrar uma cidade é muito mais do que enriquecer empreiteiras com licitações milionárias.

Se nossa cidade tivesse uma administração eficiente, uma secretaria de agricultura e Meio Ambiente comprometida com a cidade, esta grama viraria adubo para horta comunitária ao invés de enriquecer a empresa terceirizada.






terça-feira, 5 de novembro de 2019

Mancha de óleo chega ao Sudeste; Ministério Público é acionado


A aproximação das manchas de óleo, de origem não determinada, do litoral Sudeste levou a MONGUE, a acionar o Ministério Público Estadual e cobrar das autoridades a implantação de medidas de prevenção emergenciais.

“As correntes marítimas devem direcionar o material para a nossa costa em breve, e nós não estamos preparados para impedir a contaminação das praias e manguezais mais importantes da Mata Atlântica brasileira”, afirma Plínio Melo, secretário executivo da Mongue - Proteção ao Sistema Costeiro. A organização protocolou hoje o pedido para que o MP cobre dos poderes municipal, estadual e federal a implantação de planos de emergência para conter a chegada do óleo.

A catástrofe socioambiental que assola o litoral do Nordeste há mais de 60 dias, degradando ecossistemas e a economia local, já se aproxima de praias do Espírito Santo e deve se alastrar pelo Sudeste.

Maior remanescente costeiro de Mata Atlântica, com um sistema de manguezais que se estende entre São Paulo e Paraná, a região abriga quatro unidades de conservação costeiras, ao longo de 227 quilômetros.

“Estamos diante de uma tragédia rodeada de incertezas e desinformação, por isso, acreditamos que é extremamente oportuna a aplicação do princípio da precaução para proteger a costa e a economia do litoral paulista”, completa o secretário executivo.

Constituído pelo Governo do Estado de São Paulo no dia 30 de outubro, um grupo de trabalho multidisciplinar deverá ‘levantar informações e elencar medidas necessárias à prevenção e respostas ao acidente com derramamento de petróleo na costa brasileira’. Responsável pelo grupo, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente informou que está colaborando no monitoramento das manchas e que os chefes das unidades de conservação estariam em contato com a população, que deverá ser informada de mais detalhes em reuniões a serem realizadas ‘nos próximos dias’.

Clique para ver a representação (http://bit.ly/oleolitoral) e as justificativas apresentadas pela Mongue.

Desastre sem precedentes

Identificadas pela primeira vez no litoral paraibano, no fim de agosto, as manchas já atingiram mais de 2 mil quilômetros de áreas costeiras nos nove estados do Nordeste. A hipótese apresentada pelas autoridades até o momento é de que o óleo seja de procedência venezuelana e tenha sido descartado, de alguma forma, pelo navio petroleiro de bandeira grega Bouboulina.

A Delta Tankers, proprietária da embarcação, nega que tenha envolvimento no vazamento e cobra das autoridades brasileiras a apresentação de provas que corroborem a suspeita levantada.

Mais de dois meses após o surgimento das primeiras manchas, em 30 de agosto, a Polícia Federal disse ter identificado, em uma imagem de satélite do dia 29 de julho, uma pluma de óleo a 733,2 km da costa brasileira, a leste da Paraíba.

O complexo sistema de movimentação de correntes marítimas do Atlântico Sul trouxe o material para o litoral nordestino e agora ameaça os ecossistemas marinhos da costa Sudeste do país, podendo já ter chegado ao Caribe e estar a caminho da costa africana, como especularam autoridades federais em um grande imbróglio de desinformação.

“É importante identificar e punir os responsáveis, mas a prioridade deve ser proteger os pontos mais sensíveis do litoral, incluindo manguezais, corais e também costões, onde a retirada do material tem se mostrado mais difícil”, afirma Plínio.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Mongue completa 17 anos de atividades

No dia 9 de agosto de 2002 aconteceu, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Peruíbe, a fundação da Mongue Proteção ao Sistema Costeiro.

Hoje, ao comemorar 17 anos de atividades foi dia de descanso e curtir o presente recebido do Instituto Ernesto Zwarg para Mongue e para Peruíbe.

O IEZ, como é carinhosamente chamado, assumiu a linha de frente com toda a garra de Ernesto Zwarg, fundador da Mongue, e nos presenteou com esta belíssima Ação Civil Pública na defesa ambiental de Peruíbe denunciando aterro ilegal, no Bairro Caraguava.

Neste dia reafirmamos nossos propósitos e objetivos  subsidiando os Municípios na elaboração de Planos Municipais de Gerenciamento Costeiro, auxiliando na execução de trabalhos técnicos necessários para o estabelecimento de normas e diretrizes sobre o uso do solo e dos recursos naturais, assim como a correta destinação de recursos públicos.

Esta participação direta ocorria até o ano de 2017 com a presença nos Conselhos Municipais. 

Atualmente a Mongue, afastada de forma espontânea, e o IEZ impedido de participar do Conselho de Meio Ambiente, continuam lutando, sem medo, na defesa do bem comum e do meio ambiente saudável e equilibrado.



sábado, 20 de julho de 2019

"Estadualizar" o AME é traição ao povo de Peruíbe.

O município de Peruíbe vem travando, ha anos, uma dura luta na área de saúde. Nosso velho e eficiente hospital foi sucateado, assim como a Maternidade. 

Há 5 longos anos não nascem crianças em Peruíbe e as internações hospitalares são tão demoradas quanto um “parto”. 

No ano de 2012 conseguimos finalmente transformar em realidade o “Quarteirão da Saúde”, com a construção do AME e UPA, assim como os primeiros passos para a construção de um novo Hospital Municipal. 

Após sete anos continuamos com o AME e UPA sendo os principais equipamentos de atendimento à população e, depois de muitos milhões de Reais gastos, o hospital ainda continua em obras. 

O Golpe? 

O golpe fica evidente com as recentes declarações do atual prefeito que está lutando pela “estadualização” do AME. 

Isto significa que o Ambulatório Médico de Especialidades que serve EXCLUSIVAMENTE nossa cidade passará a atender toda a região. 

Isto é, a partir do momento que o AME passe a ser de responsabilidade do Estado, segundo a legislação, passará, como o AME de Praia Grande, a atender toda a região. 

E o saco de maldades da administração PSDB não para por ai. A estadualização do Hospital será o segundo passo, já em negociação. 

O cidadão de Peruíbe que sofreu para pagar impostos por longos anos e custear as infindáveis obras do hospital terá que entrar na fila do ‘cross” para ter direito a internação em um hospital construído por nós que passará a atender toda a região, sob a gestão estadual. 

Cada um de nós conhece uma história de paciente na UPA que passou horas e até dias esperando internação em outras cidades. Alguns morreram nesta longa espera.

Pois agora, com a proximidade da inauguração do hospital aparece a também provável estadualização do hospital municipal. 

Imagine um paciente, cidadão de Peruíbe, esperando por dias uma vaga no Hospital ESTADUAL de Peruíbe construído por nós e entregue para gestão estadual. 

O final desta história deverá ser sacramentado pelo governo estadual que possivelmente entregará a gestão do AME de Peruíbe e do Hospital de Peruíbe, caso a estadualização se confirme, a uma Organização Social baiana que é dirigida por um famoso médico dono de clínica particular e fundador do PSDB local.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Projetos Políticos destroem Peruíbe.


A cidade de Peruíbe carece de uma identificação cultural. Há tempos nossos governantes administram sem imprimir uma marca que identifique a vocação de nossa cidade.

A luta das entidades do terceiro setor parece sempre esbarrar em entraves políticos partidários ou apoios pessoais. E assim vai passando o tempo e o município perdendo a identidade. 

A aceitação de boas ideias sempre vem atrelada a grupos politico, isto é, se você não é do “grupo” a sua ideia, mesmo sendo boa será descartada.

Cito aqui um projeto criado pela MONGUE PROTEÇÃO AO SISTEMA COSTEIRO que foi apresentado por ex-Vereador e defendido com veemência. Porém quando o vereador se tornou Prefeito o projeto foi esquecido e a orla do Rio virou, como nos tempos de Sodré, um local de descarte de entulho e destruição ambiental.

A urbanização da orla do Rio Guaraú elevaria a qualidade de atendimento do turista, com pequenos quiosques de artesanato e comida tópica, assim como a construção de uma passarela ligando o "bar da Sara" à praia. Como justificou o Vereador: “uma antiga reivindicação de turistas e moradores". 

Onde deveriam ter quiosques, deck, passarela, no Rio Guaraú, como defendia o ex-vereador, temos caminhões jogando entulho de barro e pedras. 

Questionado pelo Ministério Público, pela CETESB e também pela MONGUE tratou o administrador de se defender dizendo que tudo não passava de um mau entendido e que nunca houvera a intenção de despejar entulho no Rio. Tratava-se de um "projeto". 

Eis que surge a verdade - NÃO HÁ PREVISÃO DE RECURSOS PARA OBRAS DE URBANIZAÇÃO NO ENTORNO DO RIO GUARAÚ. 

O projeto, outrora existentes para a região, era a construção de um centro de cultura e ainda obras de urbanização que NUNCA foram considerados nas Leis Orçamentárias – porque a Prefeita à época não inseriu as disposições no projeto final. 

E adivinhem, o atual Prefeito, autor das emendas ao orçamento, também não previu nenhuma obra de urbanização no entorno do Rio Guaraú. De certo, porque a MONGUE, autora do projeto não faz (e nunca fará) parte de grupos políticos partidários. 

Nós da ONG MONGUE vamos continuar atentos e lutando por um destino melhor para nosso bairro, apesar das autoridades locais, disseminarem boatos e mentiras.